Foto: Pixabay / Pexels
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) está movimentando suas peças no tabuleiro político americano. Com o objetivo de estreitar laços com a administração Trump, a entidade que governa o futebol mundial mantém um escritório no 17º andar da prestigiosa Trump Tower, em Manhattan. O movimento estratégico, porém, chama atenção pela subutilização do espaço.
Segundo informações, o imóvel permanece praticamente vazio há aproximadamente um ano, apesar de a Fifa continuar pagando regularmente o aluguel à empresa da família do presidente dos Estados Unidos. A situação revela uma dinâmica curiosa: investimento financeiro para manter presença política, mesmo que o espaço físico não seja plenamente aproveitado no dia a dia.
Essa priorização da relação com Trump por parte da liderança da Fifa, especialmente sob o comando de Gianni Infantino, sugere uma aposta clara nos próximos anos. Com os olhos voltados para as próximas Copas do Mundo e a importância crescente do mercado americano no futebol profissional, a federação internacional busca se posicionar junto ao poder político norte-americano.
A estratégia não é nova no universo corporativo do esporte: manter presença em centros de poder, mesmo que simbólica, garante acesso e influência em negociações futuras. Para a Fifa, ter um endereço de prestígio na Trump Tower pode abrir portas em discussões sobre direitos de transmissão, patrocínios e projetos envolvendo o futebol nos Estados Unidos.
O investimento também reflete a realidade dos mega-eventos esportivos atuais: a política e os negócios caminham de mãos dadas. Enquanto isso, dirigentes do futebol reconhecem que o escritório raramente é utilizado, mas compreendem que a localização e o símbolo importam tanto quanto a funcionalidade prática do ambiente.
Fonte: Folha Esporte
