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A Copa do Mundo nem começou e já está envolvida em controvérsias. A mais quente delas? O corte polêmico do árbitro somali Omar Artan pela Fifa, impedido de entrar nos Estados Unidos. E foi justamente esse assunto que dominou a coletiva de imprensa de Gianni Infantino na véspera da estreia do torneio.
O presidente da entidade máxima do futebol aproveitou o microfone para lamentar a situação do apitador, mas com uma revelação incômoda: a Fifa, apesar de toda sua força, tem as mãos mais amarradas do que se imagina. “É lamentável o que aconteceu com Omar. Mas, novamente, não controlamos tudo”, disparou Infantino, buscando se esquivar de maior responsabilidade.
A declaração escancarou uma realidade pouco discutida no universo do futebol: quando questões diplomáticas e de segurança entram em jogo, a confederação mundial fica refém das decisões de governos e autoridades locais. Infantino tentou justificar a posição relatando que a entidade trabalha “nos bastidores” para compreender o ocorrido, mas admitiu a limitação informacional.
“Há coisas que podemos saber, coisas que não podemos saber, coisas que nos dizem e coisas que não nos dizem”, completou o dirigente, em tom de frustração. A mensagem era clara: mesmo sendo a Fifa, existe um limite para o que se pode fazer quando as engrenagens da diplomacia internacional entram em movimento.
Para os torcedores e apaixonados pelo futebol, a situação levanta questões importantes. De que adiantam os bilhões movimentados pela entidade se ela não consegue garantir que árbitros qualificados possam trabalhar livremente? Por outro lado, compreende-se que nenhuma organização consegue confrontar frontalmente as políticas de imigração e segurança de uma potência como os Estados Unidos.
Enquanto isso, o futebol segue, e a Copa arranca com uma mácula já marcada. Resta saber se mais polêmicas virão à tona e se Infantino terá explicações menos evasivas nos próximos dias.
Fonte: Bolavip Brasil
