Foto: Huy Phan / Pexels
O Liverpool segue em turbulência. Depois de uma temporada frustrante sem títulos e ameaçado de ficar fora da próxima Champions League, o clube de Anfield voltou a enfrentar problemas nos bastidores. Desta vez, Mohamed Salah acendeu o alerta ao fazer novo desabafo público que foi interpretado como crítica velada ao técnico Arne Slot.
Tudo começou após a derrota por 4 a 2 para o Aston Villa no Villa Park, na 37ª rodada da Premier League, na última sexta-feira. No dia seguinte, o camisa 11 dos Reds usou suas redes sociais para clamar por mudanças, pedindo que o Liverpool “volte a ser aquele time do ataque heavy metal”, mesmo durante sua ausência, já que o contrato do egípcio se encerra no fim de 2025/26.
A declaração não passou despercebida. Para Wayne Rooney, lenda do Manchester United e atualmente comentarista da BBC, Salah foi simplesmente egoísta. O ex-jogador interpretou o apelo do atacante como uma saudade ao futebol ofensivo implantado por Jürgen Klopp, que deixou o comando em junho de 2024 após nove anos de trabalho transformador.
Rooney acredita que Salah deveria ser punido por sua atitude, considerando que o desabafo público prejudica o ambiente do elenco em um momento delicado. A crítica do lendário inglês reflete a visão de que um jogador de seu calibre deveria manter a lealdade ao treinador e trabalhar pela recuperação do time, ao invés de fazer reclamações pela imprensa.
A questão levanta debates importantes: até que ponto um ídolo do clube pode questionar publicamente as decisões técnicas? O futebol de Arne Slot realmente afasta do estilo Klopp? E como manter a harmonia interna quando as coisas não estão funcionando?
O fato é que Liverpool e Salah precisam resolver essa situação rapidamente. O egípcio continua sendo crucial para o projeto, mas gestos como esse alimentam incerteza e questionamentos desnecessários em um clube que já luta para recuperar seu prestígio.
Fonte: Trivela
