Foto: Fabrizio Velez / Pexels
Trinta anos depois, ainda causa espanto como a Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, não recebeu a cobertura e o reconhecimento que merecia. Três torcedores que vivenciaram aquele torneio histórico abriram o jogo sobre como foi estar presente em um dos maiores eventos do futebol mundial em um país onde o esporte nem era profissional.
O torneio marcou época por vários motivos: foi a estreia da seleção americana em uma final de Copa após décadas, o cenário era futurista com estádios modernos e transmissões inovadoras, e o Brasil conquistava seu tetracampeonato com Ronaldo brilhando. Mas a falta de tradição futebolística norte-americana deixou os fãs europeus e sul-americanos com a sensação de que faltava algo na festividade.
Para quem estava lá, o contraste era gritante. Enquanto na Europa e América Latina os torcedores enfrentavam filas quilométricas e pagavam fortuna por ingressos, nos EUA havia assentos vazios em estádios impressionantes. A imprensa local não cobria com o peso que merecia um evento que reuniu as maiores seleções do planeta.
Os relatos desses três torcedores revelam uma realidade curiosa: eles aproveitaram preços acessíveis, segurança e conforto, mas também estranharam a frieza no ambiente. Não havia aquela ebulição típica de uma Copa do Mundo em países apaixonados por futebol. As ruas não explodiram em festas, os bares não transbordam de torcedores apaixonados gritando.
Esse fenômeno explica muito sobre como o futebol é encarado globalmente. Enquanto na Europa e na América do Sul o esporte é religião, sinônimo de identidade nacional, nos EUA era apenas mais um evento desportivo internacional. A falta de fanfarras não diminuiu a importância histórica do torneio, mas deixou um gosto de oportunidade perdida para aqueles que estiveram lá.
Fonte: BBC Sport Football
