Foto: Anya Juárez Tenorio / Pexels
Quando faltam poucos dias para a abertura da Copa do Mundo 2026 na América do Norte, o México vive um cenário bem diferente da festa que deveria marcar o período. Enquanto as autoridades mexicanas põem os últimos retoques nos preparativos para receber milhões de turistas de todo o mundo, as ruas da Cidade do México se transformam em palco de manifestações intensas que ameaçam atrapalhar a festa do futebol.
A tensão cresce com força total nesta reta final. Professores filiados à Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), um dos sindicatos mais poderosos do país, iniciaram uma greve indefinida e tomaram conta dos principais pontos da capital mexicana. As ocupações provocaram bloqueios de vias, paralisações em diversos setores e confrontos diretos com a polícia, elevando o clima de instabilidade no país.
O timing dos protestos não é coincidência. Com a Copa praticamente à porta, o movimento ganha visibilidade internacional e pressiona o governo em um momento delicado. A CNTE reivindica melhorias nas condições de trabalho e investimentos em educação, temas que historicamente enfrentam resistência nas prioridades orçamentárias do governo mexicano.
Para o futebol, a situação é incômoda. Uma Copa é suposto ser celebração, reunião de nações e festa popular. Mas quando há greves e protestos nas ruas, o clima fica carregado. O México já tem experiência em receber grandes eventos esportivos, mas lidar com pressões sociais durante um Mundial é um desafio adicional que ninguém gostaria de enfrentar.
As autoridades mexicanas tentam equilibrar o discurso entre o respeito ao direito de protesto e a necessidade de garantir que o evento transcorra sem maiores perturbações. Resta saber se, até lá, conseguirão encontrar soluções que acalmem os ânimos e permita que a bola role com o clima que merece.
Fonte: Trivela
