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A lesão na panturrilha de Neymar trouxe à tona um fantasma do passado: a ausência de Romário na Copa de 1998. As similaridades são óbvias — dois dos maiores talentos da seleção brasileira, ambos afastados por problemas físicos às vésperas de um Mundial. Porém, quando mergulhamos nos dados, a história muda completamente de figura.
Na época que antecedeu a Copa de 1998, Romário vivia um ciclo completamente diferente. O Baixinho chegava ao torneio com números modestos, saindo de um período complicado no Al-Shabab, da Arábia Saudita. Sua participação era incerta não apenas pela lesão, mas também pelo momento irregular que atravessava. Já Neymar chega a 2026 como um dos principais nomes da geração atual, com números expressivos pelo PSG e Al-Hilal.
Os estatísticos mostram que Romário havia marcado apenas 3 gols em seus últimos 10 jogos antes do corte, enquanto Neymar mantém uma média bem mais consistente. A diferença de contexto é gritante: em 1998, o Brasil tinha alternativas consolidadas no ataque. Hoje, a dependência do camisa 10 é muito maior.
Outro ponto crucial: a estrutura de preparação. Em 1998, a seleção conseguiu compensar a ausência de Romário com a força coletiva de Ronaldo, Rivaldo e companhia. Em 2026, a incerteza sobre Neymar gera um vazio que nenhum outro jogador consegue preencher completamente.
Os números não mentem: enquanto Romário era uma incógnita compensável, Neymar é insubstituível. Sua recuperação será decisiva não apenas para sua participação na fase de grupos, mas para as ambições do Brasil no torneio. Duas situações similares na aparência, porém profundamente diferentes na essência.
Fonte: Trivela
