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A Copa do Mundo não é apenas um espetáculo de futebol. Para os países que sediam ou participam do torneio, o evento gera impactos bem além do gramado — e a energia elétrica é um deles.
Nesta edição, os jogos da Escócia e Inglaterra estão marcados para horários pouco convencionais no Reino Unido. Enquanto normalmente a demanda de energia naquele período seria baixa, com grande parte da população dormindo ou em atividades domésticas reduzidas, a transmissão dos jogos pode provocar picos de consumo fora do padrão.
O fenômeno é conhecido entre especialistas em infraestrutura energética: quando eventos esportivos de grande magnitude ocorrem em horários atípicos, milhões de pessoas ligam televisores, eletrodomésticos e sistemas de iluminação simultaneamente, criando uma sobrecarga no sistema elétrico.
Para as distribuidoras britânicas de energia, isso representa um desafio logístico real. É preciso preparar a rede para absorver esses picos pontuais, evitando apagões ou quedas de tensão que possam afetar a população. Não é um risco desprezível quando falamos de milhões de fãs de futebol determinados a acompanhar sua seleção.
O Reino Unido tem experiência em lidar com esses cenários — desde finais de Champions League até grandes eventos de futebol doméstico. Mas a Copa do Mundo, pela sua magnitude global e pela paixão que mobiliza, tende a gerar demandas ainda maiores.
Enquanto torcedores escoceses e ingleses se preparam para gritar pelos seus times, as companhias de energia também fazem seus planos. Aumentar a capacidade disponível, monitorar o consumo em tempo real e estar pronto para redirecionar energia entre regiões são algumas das medidas preventivas.
É um lembrete curioso de que o futebol moderno ultrapassa as quatro linhas do campo e afeta infraestruturas inteiras. Quando a paixão pelo esporte mobiliza nações inteiras em horários inusitados, até mesmo as redes elétricas sentem o impacto.
Fonte: BBC Sport Football
