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O Haiti segue como o adversário teoricamente mais acessível do Brasil no Grupo C da Copa do Mundo, mas os resultados de seus amistosos pré-torneio revelam um time que pode oferecer mais dificuldades do que aparenta. Depois de desmontar a Nova Zelândia com uma goleada de 4 a 0, a seleção caribenha caiu para o Peru de Mano Menezes por 2 a 1 nesta sexta-feira, numa sequência que confunde tanto quanto impressiona.
O denominador comum entre os dois compromissos é bem claro: o Haiti apostou em um futebol vertical, rápido e direto. Os haitianos abusaram de contra-ataques agudos, recuperações de bola seguidas de transições rápidas e lançamentos profundos que exploram a velocidade de seus jogadores. Com a Nova Zelândia, essa estratégia foi devastadora, com todos os gols saindo de jogadas aceleradas, cruzamentos precisos e passes nos interstícios da defesa.
Contra o time do Peru, o mesmo receituário se repetiu. O Haiti mostrou que tem clareza tática e executa bem seu plano de jogo, mesmo que simples. Isso, ironicamente, pode ser tanto uma fraqueza quanto um perigo para a Seleção Brasileira.
A lição que fica é que o Brasil precisa estar extremamente atento. Caso deixe o jogo escapar para um ritmo caótico ou perca o controle do meio-campo, pode ser surpreendido por saídas rápidas do adversário. Por outro lado, se a equipe de Dorival Júnior conseguir dominar a posse de bola, organizar sua defesa e não ceder espaços nas costas, o Haiti torna-se previsível demais para causar danos reais.
Os amistosos caribenhos funcionam como um espelho para a Seleção se preparar. Ao passo que reforçam que o Haiti possui uma qualidade técnica mais modesta, também alertam que qualquer distração contra equipes organizadas e velozmente articuladas pode resultar em sustos. Para a Copa, o Brasil já sabe como abordar seu rival: solidez defensiva e controle de jogo serão as chaves.
Fonte: Trivela
