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A Fifa desceu o martelo e não deixou margem para negociação: vuvuzelas e apitos estão proibidos em todos os estádios da Copa do Mundo 2026. A determinação faz parte do rigoroso código de conduta que a entidade estabeleceu para as sedes do torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Para os torcedores que planejavam levar essas cornetas iconográficas aos jogos, a notícia chega como uma frustração. Aqueles que tentarem entrar com os instrumentos nos estádios simplesmente terão de abrir mão deles na revista de segurança.
A decisão da Fifa reflete uma tendência consolidada nos últimos anos. As vuvuzelas, que marcaram presença expressiva na Copa de 2010 na África do Sul, viraram sinônimo de poluição sonora para organizadores e até para outros torcedores. A entidade máxima do futebol tem buscado controlar cada vez mais os ambientes dos estádios, equilibrando a liberdade de expressão dos fãs com a experiência geral do público e a transmissão televisiva.
Essa é uma medida que divide opiniões entre os apaixonados pelo futebol. Enquanto alguns enxergam como uma forma de garantir melhor experiência auditiva nos estádios e casas de transmissão, outros argumentam que reduz a espontaneidade e a energia que caracteriza uma verdadeira festa de torcida.
A Copa de 2026 promete ser historicamente significativa por diversos motivos: será a primeira com 48 seleções em vez de 32, a primeira em três países simultaneamente e também a primeira com regras tão específicas quanto essa, que afetam diretamente o que os torcedores podem carregar.
Fãs que pretendem comparecer aos estádios norte-americanos, canadenses ou mexicanos já precisam se familiarizar com essas novas regras. A Fifa segue firme na sua proposta de criar uma experiência padronizada e controlada, independentemente de quem sinta saudade daquele som característico das vuvuzelas ecoando nas arquibancadas.
Fonte: Folha Esporte
