Foto: Grisha Grishkoff / Pexels
Uma história de sobrevivência extraordinária chocou o mundo do montanhismo esta semana. Dawa Sherpa, experiente guia nepalês mais conhecido como “Hillary” em homenagem ao lendário Edmund Hillary, foi encontrado vivo após seis dias desaparecido no topo do Everest — a maior montanha do planeta.
O alpinista de cerca de 50 anos havia sido dado como morto quando desapareceu na madrugada de 30 de maio durante uma operação na montanha. Sua família, desesperada, já preparava o luto. Sua esposa chegou a rezar pela alma do marido, como relatou posteriormente ao AFP no hospital de Katmandu, capital do Nepal.
Mas o desfecho foi diferente. Na madrugada desta quinta-feira (4), uma equipe nepalesa responsável pelo mapeamento de rotas e limpeza de detritos no Everest localizou Hillary rastejando em direção ao acampamento base — um feito impressionante considerando as condições extremas da montanha, com temperaturas abaixo de zero e falta de oxigênio.
“Ele estava rastejando quando o encontramos”, contou Pemba Sherpa, da empresa 8K Expeditions responsável pelas buscas. O estado físico do guia era crítico: apresentava queimaduras de frio em diferentes partes do corpo, resultado direto da exposição prolongada às condições hostis do Everest.
Um helicóptero foi acionado para o resgate de emergência, transportando Hillary até Katmandu, onde recebeu atendimento médico especializado. Sua recuperação segue em acompanhamento hospitalar, mas o prognóstico é positivo — uma notícia que trouxe alívio a sua família e à comunidade de montanheiros.
O caso reforça tanto a resiliência humana quanto os riscos incalculáveis que cercam as expedições ao Everest, onde dezenas de pessoas perdem a vida anualmente na tentativa de conquistar o pico mais alto do mundo.
Fonte: Gazeta Esportiva
