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A Fifa está com os cofres cheios! A federação internacional não esconde o entusiasmo com os números recordes arrecadados na primeira Copa do Mundo com 48 seleções, que acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho. O torneio expandido promete uma festa do futebol sem precedentes, mas o grande question mark paira sobre quanto desse bolo generoso realmente chegará às mãos dos países participantes e das cidades-sede.
Historicamente, a divisão de receitas da Copa do Mundo sempre foi motivo de debate entre federações nacionais e a entidade máxima do futebol. Enquanto a Fifa comemora seus números em ascensão, alimentados por direitos de transmissão, patrocínios milionários e venda de ingressos, a realidade para muitas seleções pode ser bem menos glamourosa.
O formato ampliado de 48 times traz consigo uma expectativa maior de receitas, especialmente pela quantidade aumentada de partidas e maior interesse de mercados emergentes. No entanto, especialistas apontam que a Fifa tende a concentrar boa parte dos lucros em suas próprias operações, deixando migalhas para quem realmente faz o show acontecer: os atletas, as confederações e as comunidades locais das cidades-sede.
Países como Brasil, Argentina e outras potências do futebol dependem crucialmente dessas receitas para investir no desenvolvimento de categorias de base e infraestrutura. A incerteza sobre quanto receberão pode impactar diretamente seus planejamentos orçamentários nos próximos anos.
Resta saber se a Fifa optará pela transparência na divisão de recursos ou se manterá sua tradicional postura de concentração de poder financeiro. O torneio certamente será um sucesso esportivo, mas a pergunta que fica é: para quem ele será rentável de verdade?
Fonte: Folha Esporte
