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A temperatura não vai ser apenas um detalhe na Copa do Mundo de 2026. Disputado nos Estados Unidos, México e Canadá durante o período mais quente do ano, o torneio já acende um sinal vermelho entre especialistas — e a Fifa ainda não parece estar ouvindo direito.
O alerta veio de cientistas do World Weather Attribution (WWA), organização que estuda atribuição climática global. Eles foram diretos: as medidas de proteção contra o calor planejadas pela entidade máxima do futebol são absolutamente insuficientes.
A experiência do Mundial de Clubes 2025, realizado no mesmo período e nas mesmas regiões, já mostrou o tamanho do problema. Atletas enfrentaram temperaturas escaldantes, e agora os cientistas pedem que a Fifa não repita os mesmos erros em 2026.
As exigências são claras: pausas mais longas para resfriamento durante os jogos, protocolos bem definidos para atrasar ou adiar partidas caso as temperaturas fiquem extremas, e medidas de proteção muito mais rigorosas nos estádios e arredores. Nada de improvisos.
O problema é real e não afeta apenas o desempenho. Falar de futebol quando a saúde dos atletas está em jogo é secundário. Médicos alertam para riscos de desidratação severa, golpe de calor e complicações cardiovasculares em condições extremas — situações que podem deixar marcas permanentes.
A Fifa, historicamente, não é conhecida por levar ao pé da letra as recomendações de cientistas. Mas essa pode ser uma daquelas raras ocasiões em que o bom senso deveria vencer a teimosia corporativa.
Faltam meses ainda para 2026. Tempo há para mudanças substanciais. A questão é: a entidade vai acordar antes que algo grave aconteça em campo?
Fonte: Trivela
