Foto: Paul Espinoza / Pexels
Enquanto muitos esperavam por uma chave complicada, a realidade da Copa dos EUA 2026 mostra um cenário bem menos dramático. Não há, de fato, nenhum Grupo da Morte capaz de eliminar seleções inteiras antes da hora. Mas existe uma particularidade que coloca o Brasil em posição especial: somente a Seleção Canarinho terá que encarar uma equipe que integra o top 10 mundial já na estreia da primeira fase.
Essa situação, porém, não é tão aterradora quanto parece à primeira vista. O novo regulamento da competição, que permite a classificação de até 8 terceiros colocados entre os 12 grupos, funciona como um amortecedor para derrotas precoces. Isso significa que perder para um adversário de ponta na rodada inaugural não é sentença de morte — há margem para recuperação nos confrontos subsequentes.
A distribuição dos grupos revelou-se mais equilibrada do que em outras edições. Diferentemente de Copas passadas, onde era comum ver três ou quatro potências dividindo a mesma chave, desta vez a Fifa conseguiu espalhar melhor as forças. O Brasil, apesar de estar no Grupo C, tem a oportunidade de navegar pelas águas revoltas dessa competição com chances reais de avançar mesmo em caso de tropeço inicial.
A questão tática fica clara: Dorival Júnior e sua comissão técnica precisarão estar preparados para o duelo de gala na estreia, mas sem colocar todos os ovos naquela cesta. Com o formato atual, um possível perdedor desse clássico encontra-se em situação gerenciável, desde que consiga pontos nas rodadas seguintes.
Portanto, se não há um Grupo da Morte, há tampouco uma sentença inevitável. O Brasil terá seu teste de fogo cedo, mas o novo regulamento oferece a chance de reparar tropeços. Resta saber se a equipe brasileira aproveitará a oportunidade.
Fonte: Folha Esporte
