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A seleção brasileira não deixou dúvidas sobre seu potencial ofensivo. No amistoso disputado no Rio de Janeiro, a equipe comandada por Carlo Ancelotti aplicou uma goleada de 6 a 2 sobre o Panamá, em partida que marcava a despedida da torcida que permanecerá no país durante a Copa do Mundo.
O resultado expressivo, porém, traz consigo um “problema” que qualquer técnico adoraria ter: a dificuldade de escolher quem fica de fora. Com tantos jogadores em alto nível ofensivo demonstrando capacidade de decisão, Ancelotti terá horas de sono em falta na definição dos 23 convocados.
A performance ofensiva não foi apenas quantitativa. A qualidade técnica exibida, a movimentação tática e a eficiência na finalização mostraram uma seleção que chega bem aos compromissos principais. O Panamá, apesar do bom futebol em momentos pontuais, não conseguiu acompanhar o ritmo imposto pelo Brasil.
O cenário é promissor para a torcida que segue acompanhando a Seleção de longe. A despedida em casa antes da Copa proporcionou um show de futebol e deve servir como combustível emocional para os brasileiros que ficarão em território nacional acompanhando pela televisão e internet.
Para Ancelotti, a questão agora é matemática e delicada: com vários craques confirmando suas boas formas, como deixar nomes de peso fora da convocação final? Os elencos das grandes ligas europeias já devem estar contando os dias para receber seus atletas de volta, entretanto, o treinador italiano sabe que pode contar com alternativas de qualidade em praticamente todas as posições.
O amistoso cumpriu seu papel de aquecimento e diagnóstico. Agora falta apenas o detalhe de montar um elenco coeso e equilibrado para a competição que se aproxima. A goleada ao Panamá deixou claro que, pelo menos em termos técnicos, o Brasil tem material de sobra para sonhar alto.
Fonte: Folha Esporte
