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A partida de despedida de Endrick pelo Lyon neste domingo (17) ficou marcada pelo amargo gosto da derrota. O jovem talento brasileiro não conseguiu evitar um vexame diante do Lens, que goleou por 4 a 0 no Groupama Stadium, na última rodada da Ligue 1 francesa. Mas o destaque negativo da noite não foi o resultado, e sim a atuação avassaladora de um jogador que carrega mágoa da seleção francesa.
Florian Thauvin, ignorado por Didier Deschamps na convocação para a Copa do Mundo de 2026, foi quem brilhou intensamente em campo. O experiente atacante de 33 anos, um dos maiores destaques do vice-campeão francês na temporada, não poupou demonstrações de qualidade. Marcou um golaço de cavadinha no início do segundo tempo que definiu o placar, além de ter fornecido assistência de classe para o gol de Florian Sotoca.
O cenário reforça a polêmica envolvendo Thauvin. Recentemente chamado por Deschamps nas duas últimas datas Fifa de 2024, quando inclusive balançou as redes, o francês acabou preterido na lista final dos 26 convocados. Uma decisão que levanta questionamentos sobre critérios técnicos e políticos nas escolhas do treinador.
Para Endrick, a despedida poderia ter sido mais auspiciosa. O brasileiro seguirá sua jornada na carreira, deixando a Ligue 1 após período de desenvolvimento. Contudo, a atuação de Thauvin serviu como lembrança de que nem sempre talento e constância garantem lugar ao sol nas seleções, mesmo quando o desempenho em campo é incontestável.
A goleada do Lens, então, transcende o placar. Representa mais uma página da complexa dinâmica entre clube e seleção no futebol europeu, onde mérito nem sempre é o único critério de seleção.
Fonte: Trivela
