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A Seleção Brasileira não deixou dúvidas sobre seus planos táticos para a Copa do Mundo. Na goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, em seu penúltimo compromisso antes do torneio, a equipe de Carlo Ancelotti consolidou a volta ao esquema 4-3-3, que havia sido testado com sucesso contra a Croácia na última Data Fifa.
O resultado expressivo serviu para muito mais que apenas aumentar a confiança. Foi a confirmação prática das escolhas do técnico italiano e dos nomes convocados para o Mundial. A goleada demonstrou que a mudança de postura tática — saindo do 4-2-4 que marcou boa parte do ciclo — funciona e oferece maior equilíbrio ao time.
Um destaque da partida foi a movimentação ofensiva da Seleção. Ancelotti aproveitou o amistoso para testar variações interessantes no ataque, com Matheus Cunha atuando como meia e Raphinha em um falso nove. Igor Thiago também ganhou minutos pela esquerda, mostrando a flexibilidade que o treinador quer manter no elenco.
A segunda etapa foi recheada de mudanças, permitindo que Ancelotti avaliasse diferentes combinações antes do grande palco. Essa abordagem reflete a preocupação do técnico em chegar à Copa do Mundo com opções bem trabalhadas e jogadores confiantes em seus papéis.
Porém, nem tudo foi perfeito. Os dois gols sofridos pelo Brasil acenderam um alerta importante. Com o torneio se aproximando, a defesa segue como aquele fantasma que assombra a Seleção há tempos. Apesar da superioridade ofensiva, manter a solidez defensiva será crucial para sonhar com o hexacampeonato.
Com este teste bem-sucedido, Ancelotti chega ao último amistoso antes da Copa com as principais dúvidas respondidas: o esquema está definido, o ataque flui e os jogadores conhecem seus papéis. Agora, resta aperfeiçoar a defesa e manter a confiança que vem crescendo.
Fonte: Trivela
