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A Escócia fechou sua preparação para a Copa do Mundo com uma vitória que parece mais tranquilizante do que realmente foi. No último sábado, os escoceses golearam Curaçao por 4 a 1 no Hampden Park, em Glasgow, resultado que deveria boostar a confiança antes do torneio internacional. Mas nem tudo é ouro o que reluz para os britânicos.
Adversária do Brasil na primeira fase do Mundial, a seleção escocesa não conseguiu impressionar durante o confronto. De fato, o placar elástico esconde dificuldades técnicas e táticas que podem preocupar Carlo Ancelotti e sua comissão técnica. O jogo só ganhou contornos de vitória confortável após a expulsão de Jürgen Locadia, aos 37 minutos da primeira etapa, quando Curaçao ficou com um jogador a menos.
Para os hermanos escoceses, o contexto é ainda mais delicado. Antes de enfrentar os insulares, a Escócia havia perdido seus dois últimos amistosos — derrotas para Japão e Costa do Marfim. O duelo com Curaçao era uma chance de recuperar a confiança e testar estratégias ofensivas para o Mundial.
A boa notícia para o Brasil é que a Escócia segue instável na reta final de preparação. Apesar do resultado positivo no papel, a seleção escocesa demonstrou dificuldades em impor seu jogo contra adversários da Concacaf, grupo que também inclui o Haiti — próximo rival dos escoceses na Copa.
Enquanto os escoceses tentam recuperar moral e sintonia tática, o Brasil pode usar essas informações a seu favor. Uma Escócia que oscila e ainda busca encontrar seu melhor futebol é um adversário menos intimidador na primeira fase. A seleção canarinha chega ao torneio com outra confiança e deve explorar as fraquezas defensivas que ficaram aparentes nesta vitória diante de Curaçao.
Fonte: Trivela
