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O São Paulo saiu de La Bombonera com uma derrota amarga por 1 a 0 diante do Boca Juniors, na terça-feira, pela ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. Mas o que mais dói não é apenas o resultado negativo — é a constatação de que velhos vícios voltaram a assombrar o Tricolor justamente quando a equipe parecia ter encontrado o caminho.
Os mesmos problemas que pareciam resolvidos nas duas rodadas anteriores ressurgiram como um fantasma inconveniente: as chances criadas não foram convertidas e o apagão tático nos minutos iniciais do segundo tempo foi fatal. É uma combinação perigosa em mata-mata continental, especialmente quando se joga fora de casa.
Dorival Júnior manteve a estrutura que vinha funcionando, com o sistema de três zagueiros e Iago no lugar de Wendell na ala esquerda. No primeiro tempo, o São Paulo mostrou criatividade ofensiva e chegou a criar situações interessantes, mas novamente pecou na hora de finalizar. A falta de precisão no ataque é um fantasma que segue perseguindo a equipe.
Já no retorno para o segundo tempo, aconteceu aquele momento crítico que o Tricolor conhece bem: uma ausência coletiva nos minutos iniciais permitiu que o Boca aproveitasse para abrir o placar e depois se retrair defensivamente, controlando o jogo.
A boa notícia é que o São Paulo não saiu completamente derrotado dessa aventura. Com mais de 80 mil torcedores comparecendo nos últimos dois jogos no Morumbis, a equipe sabe que em casa pode contar com uma força extra. O jogo da volta será decisivo, e o apoio da Torcida Organizada pode fazer diferença na reação que o time precisará buscar.
Agora é correr atrás de uma classificação que parecia mais próxima antes dessa noite ruim em Buenos Aires. O Tricolor está vivo — mas precisa acordar.
Fonte: Gazeta Esportiva
