Foto: Marlon Alves / Pexels
A Band está de olho em uma oportunidade de negócio diferente para a Copa do Mundo feminina de 2027, que será sediada no Brasil. Sem conseguir os direitos de transmissão dos jogos ao vivo da competição, a emissora paulista planeja faturar aproximadamente R$ 10 milhões através de uma cobertura jornalística robusta do torneio.
A estratégia da Band se baseia em seu histórico como pioneira na transmissão do futebol feminino na televisão brasileira. Esse protagonismo ao longo dos anos criou uma credibilidade e expertise que a emissora pretende monetizar, mesmo sem os direitos de exibição dos confrontos em tempo real.
Essa abordagem revela uma mudança nos modelos de negócio das emissoras diante do mercado cada vez mais competitivo de direitos esportivos. Com os custos para adquirir transmissões ao vivo cada vez mais elevados, empresas de comunicação buscam alternativas criativas para não ficarem fora de grandes eventos.
A cobertura jornalística, que inclui análises, comentários, bastidores, entrevistas exclusivas e conteúdo multiplataforma, apresenta uma margem de lucro interessante. A Band pretende explorar o crescente interesse do público pelo futebol feminino, que vem conquistando cada vez mais audiência e relevância no Brasil.
Vale lembrar que a emissora foi fundamental na popularização do futebol feminino na TV aberta brasileira, transmitindo a Seleção e competições importantes durante anos. Esse legado pode ser determinante para atrair patrocinadores e anunciantes interessados em se associar à cobertura do maior torneio do futebol feminino mundial.
A Copa de 2027 promete ser histórica, com o Brasil novamente como protagonista em seu próprio território. Enquanto isso, a Band demonstra que há alternativas viáveis para participar do evento sem possuir os direitos de transmissão ao vivo, adaptando-se aos novos cenários do mercado esportivo.
Fonte: Folha Esporte
