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Fernando Diniz chegou ao Corinthians com promessas de revolucionar o futebol do clube com seu modelo tático característico. Porém, meses depois, o chamado “Dinizismo” segue invisível nas atuações do elenco alvinegro, deixando torcedores e analistas perplexos diante de um trabalho que ainda não encontrou seu verdadeiro caminho.
A derrota recente para a Chapecoense não deixou dúvidas sobre essa crise de identidade. E o mais preocupante: nem mesmo o técnico parecia estar totalmente presente no confronto. Aquele Diniz conhecido pela gesticulação constante, pelos gritos de cobração e pela demonstração visceral de emoção à beira do campo simplesmente desapareceu.
Onde foi parar a raiva controlada? Aquele técnico que morde o próprio braço em momentos de desespero, que não consegue ficar parado diante de um lance desastroso, que cobra seus jogadores a cada erro? Na Chapecoense, faltou até essa energia que o caracteriza.
Um lance exemplar resume bem essa apatia: Breno Bidon tentou uma bicicleta completamente desconectada do contexto da jogada nos minutos finais. Era o tipo de jogada que, em outros momentos sob comando de Diniz, renderia uma bronca imediata do técnico, uma ação de inconformismo. Desta vez, silêncio. Resignação.
Esse vazio tático e emocional se tornou a marca registrada do Corinthians nesta temporada. O elenco não incorporou os princípios do treinador, e o próprio Diniz parece questionando sua metodologia. É um efeito cascata perigoso: sem clareza de propósito, os jogadores não sabem como atuar; sem reação do técnico, a mensagem que passa é de desistência.
Neste cenário desolador, resta ao Corinthians um último fio de esperança: a Copa Libertadores. A competição continental pode ser o palco onde Diniz e seus comandados finalmente encontrem a sintonia perdida. Caso contrário, a crise que já se desenha no horizonte pode se transformar em catástrofe.
Fonte: Bolavip Brasil
