Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Depois do empate sem gols contra o Botafogo, Abel Ferreira surpreendeu ao reconhecer sua luta interna contra os “demônios” que o acompanham à beira do campo. Uma declaração sincera, quase teatral, que revelou muito mais do que o próprio treinador imaginava.
A verdade é que o técnico português conseguiu manter sua compostura desta vez — diferentemente do episódio anterior contra o Mirassol, quando um microfone não teve a mesma sorte. Naquela oportunidade, o equipamento levou uma voadora involuntária e o caso terminou em suspensão e processo. Desta feita, os microfones saíram ilesos da zona de guerra.
Mas enquanto Abel trabalha sua inteligência emocional, o Palmeiras segue enfrentando um problema muito mais concreto: o controle da partida. O empate com o Botafogo deixou claro que não basta o técnico gerenciar seus impulsos — é preciso que o time consiga dominar o próprio jogo.
A tabela não mente. Os resultados vêm desapontando, e empates deixam a torcida cada vez mais ansiosa. Em um campeonato onde pontos são moeda corrente, sair de campo sem vencer é praticamente retroceder. O problema não está apenas na intensidade emocional do treinador, mas na capacidade da equipe de manter a posse, criar oportunidades claras e, principalmente, converter essas chances em vitórias.
O Palmeiras precisa fazer uma leitura honesta: controlar os demônios é importante, mas controlar a bola é essencial. Sem dominar o ritmo das partidas e sem demonstrar superioridade técnica, nenhuma quantidade de serenidade trará os resultados desejados.
Abel mostrou evolução pessoal. Agora é hora do time acompanhar essa maturidade dentro de campo.
Fonte: Bolavip Brasil
