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O Grêmio voltou à terra depois do voo alto do Gre-Nal. A derrota por 1 a 0 para o Vitória, em Salvador, funcionou como um balde de água fria no torcedor gremista que sonhava com uma virada de chave no time. Porque não se trata apenas de mais um tropeço longe de casa – trata-se de um retorno aos velhos demônios que assombram o Tricolor gaúcho nesta temporada.
Contra o Internacional, o Grêmio surpreendeu positivamente. Aquele time organizado, com setores bem conectados, tranquilo na bola e com soluções ofensivas criativas pareceu abrir portas para um futuro mais promissor. Mas contra o Vitória, voltou à estaca zero: previsível, sem criatividade no meio-campo e incapaz de construir jogadas de qualidade.
O contraste é gritante e preocupante. A dificuldade para circular a bola pela intermediária, a falta daquele último passe decisivo capaz de quebrar as linhas defensivas do adversário e a ausência de variações táticas transpareceram novamente. Tudo aquilo que havia promessas de mudança simplesmente evaporou no calor de Salvador.
A questão que fica no ar é perturbadora: será que o Gre-Nal representou de fato o início de uma evolução ou nada passou de um simples acaso, uma daquelas noites onde tudo funciona? Para um torcedor acostumado com inconsistência, é difícil não recair no pessimismo.
O Grêmio precisa urgentemente de respostas. Não pode deixar que seu desempenho seja regido pela loteria dos dias bons e ruins. A regularidade é o que separa os times em dificuldade daqueles que conquistam títulos e disputam competições importantes. Enquanto oscilar entre performances brilhantes e exibições fracas, o Tricolor continuará colhendo frustrações e deixando pontos preciosos pelo caminho.
Fonte: Bolavip Brasil
