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A Neo Química Arena virou um vulcão de insatisfação no domingo à noite. Depois de levar a virada da Chapecoense por 2 a 1, válido pela 26ª rodada do Brasileirão, o Corinthians ouviu de seus próprios torcedores palavras que ninguém gostaria de carregar: “time sem vergonha”.
Mais de 44 mil corintianos presentes no estádio não pouparam críticas ao elenco. As vaias ecoaram na arena assim que o árbitro apitou o fim do jogo. Minutos depois, as organizadas intensificaram a pressão, entoando cânticos de protesto que refletem a frustração acumulada. “Se o Corinthians não ganhar, olê olê olá, o pau vai quebrar”, gritava a torcida, numa clara demonstração do momento delicado que o time atravessa.
Este resultado marca a quarta derrota consecutiva do Timão no torneio nacional, um cenário que poucos queriam ver se repetindo nesta temporada. O desempenho ofensivo tem desapontado, e a defesa não tem conseguido manter a segurança necessária para competir em alto nível.
Diante da gravidade da situação, a torcida também projetou o duelo de quarta-feira contra o Estudiantes, pela ida das quartas de final da Libertadores. “É guerra, quarta-feira é guerra”, bradavam os torcedores, sinalizando a expectativa por uma reação imediata e combativa da equipe.
O zagueiro Gustavo Henrique reconheceu a legitimidade dos protestos ainda no pós-jogo. O defensor não tentou minimizar a performance e pediu desculpas aos torcedores que compareceram na Arena. Essa postura, ao menos, mostra que parte do elenco compreende a seriedade do momento.
O Corinthians precisa urgentemente encontrar respostas. A sequência de derrotas no Brasileirão não pode coexistir com compromissos internacionais importantes. Quarta-feira será um teste real de caráter e comprometimento.
Fonte: Gazeta Esportiva
