Foto: Mateo Franciosi / Pexels
Há exatos 70 anos, em um confronto que passou despercebido pela maioria dos torcedores, um menino ainda jovem deixava sua marca na história do futebol brasileiro. Era 1956, e o Santos disputava um simples amistoso contra o Corinthians de Santo André — conhecido carinhosamente como Corinthinha — em busca de manter o ritmo após conquistar o título paulista no ano anterior.
O que chama atenção é a própria postura do técnico Lula ao escalar a formação principal para um jogo que, à primeira vista, não merecia tanta importância. A imprensa da época chegou a questionar a decisão, considerando praticamente uma surpresa que o treinador apostasse seus melhores jogadores em uma partida de caráter amistoso. Mas havia algo especial acontecendo naquele gramado.
Naquela tarde de 1956, um jovem atacante aproveitava a oportunidade para escrever o primeiro capítulo de uma legenda que duraria décadas. Aquele gol inicial marcava o começo de uma jornada extraordinária que culminaria em 1.283 tentos ao longo de sua carreira — um número que ainda hoje impressiona e desafia qualquer comparação com seus contemporâneos.
O contraste é fascinante: enquanto a imprensa se preocupava com a formação utilizada e a importância relativa da partida, ninguém podia imaginar que estava presenciando o batismo de um dos maiores artilheiros que o futebol jamais conheceria. Daquele dia em diante, cada gol se somaria aos anteriores, construindo um legado praticamente intocável.
Sete décadas se passaram, mas aquele primeiro gol permanece como símbolo do talento puro e da dedicação de um jogador que transformaria o Santos e colocaria o futebol brasileiro no mapa do mundo. Uma história que começou despercebida e terminou em glória imortal.
Fonte: Folha Esporte
