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A derrota do Chelsea para o Arsenal no último domingo deixou ainda mais evidente o abismo entre os dois projetos da Premier League. Enquanto os Gunners consolidam seu favoritismo sob comando de Mikel Arteta há quase sete anos, o time de Londres Oeste segue em reconstrução sob o comando de Xabi Alonso, ainda se adaptando aos desafios de um campeonato inglês brutalmente competitivo.
O resultado no Emirates Stadium reflete não apenas diferenças táticas, mas também as fragilidades que o Chelsea carrega na janela de transferências. E foi justamente essa deficiência que custou caro aos Blues: a falta de meio-campistas de qualidade para o confronto.
Xabi Alonso escalou Reece James, lateral-direito de formação, ao lado de Romério Lavia para compor o meio-campo. A situação piorou ainda mais aos 15 minutos do segundo tempo, quando o belga foi substituído. Seu lugar? Malo Gusto, literalmente outro lateral-direito. Resultado: uma dupla de laterais improvisados no miolo do campo contra um dos ataques mais afiados da Europa.
Essa desorganização estrutural foi explorada pelo Arsenal com precisão cirúrgica. Kai Havertz e Martin Odegaard marcaram aproveitando exatamente os espaços que se abriram à frente da defesa de três zagueiros do Chelsea – um ataque clássico e bem executado que evidencia o despreparo ofensivo da equipe visitante.
Em coletiva, Xabi Alonso não fugiu de suas responsabilidades. O técnico assumiu o erro na montagem da equipe e deixou clara sua determinação em não repetir o mesmo equívoco. É o comportamento esperado de um treinador experiente que compreende os detalhes do jogo.
Porém, reconhecer o erro é apenas o primeiro passo. O Chelsea precisa urgentemente reforçar seu elenco no meio-campo – não laterais improvisados, mas verdadeiros volantes e meia-atacantes que consigam competir no nível da Premier League. Caso contrário, as derrotas seguirão se repetindo.
Fonte: Trivela
