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A tensão nos bastidores do São Paulo ganhou um novo capítulo explosivo. O acordo entre o Tricolor e a Ticketmaster para gerenciar os ingressos do Morumbis se transformou em mais um campo de batalha entre facções rivais que disputam poder no clube.
De um lado, o presidente Harry Massis defende a parceria como crucial para os cofres são-paulinos. Do outro, Olten Ayres, que comanda o Conselho Deliberativo, questiona os termos do contrato. A relação entre os dois nunca foi tranquila — afinal, pertencem a grupos políticos antagônicos — mas o romance começou a desandar logo quando Massis assumiu a presidência, em janeiro deste ano, após a saída de Julio Casares.
O pomo da discórdia é suculento: a Ticketmaster promete antecipar R$ 140 milhões ao São Paulo ainda em 2024. Uma quantia que a diretoria vê como imprescindível para resolver problemas financeiros do clube. Porém, a aprovação no Conselho Deliberativo não é garantida, e aí reside o perigo.
Com a eleição presidencial marcada para a primeira quinzena de dezembro, a briga por influência se intensifica. Cada movimento é calculado, cada declaração carregada de intenção política. O Ticketmaster, inicialmente uma questão administrativa, virou símbolo das divergências que dividem o tricolor paulista.
A situação ilustra um problema crônico do futebol brasileiro: quando assuntos importantes envolvem o clube, a política interna muitas vezes sobrepõe as melhores soluções para a instituição. Enquanto Massis e Ayres trocam farpas nos bastidores, o São Paulo segue precisando desesperadamente de recursos para se fortalecer financeiramente e, consequentemente, no campo.
O próximo capítulo dessa novela será escrito quando o contrato chegar às mãos dos conselheiros. Até lá, a guerra fria entre as facções são-paulinas promete esquentar ainda mais nos próximos meses que antecedem o pleito de dezembro.
Fonte: Gazeta Esportiva
