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A convocação de Neymar para a próxima Copa do Mundo continua gerando repercussão nos principais veículos de imprensa internacional. Desta vez, foi a vez do tradicional jornal britânico The Guardian analisar a escolha de Carlo Ancelotti e fazer uma comparação incômoda: a presença do camisa 10 na lista representaria uma tentativa desesperada da Seleção Brasileira em encontrar um ídolo redentor, similar ao papel que Lionel Messi desempenhou para a Argentina em 2022.
A publicação europeia traça um paralelo preocupante entre a situação atual do Brasil e o cenário vivido pelos argentinos antes da última Copa do Mundo. Na ocasião, Messi chegou ao torneio carregando a pressão de uma nação inteira, com a expectativa de finalmente conquistar o prêmio que lhe faltava na carreira. O resultado? O camisa 10 argentino foi decisivo para encerrar o jejum de 36 anos de seu país, tornando-se símbolo máximo da redenção.
O paralelo não é forçado. O Brasil está inserido em um contexto similar, talvez até mais delicado. Afinal, a Seleção não vence uma Copa do Mundo há mais de duas décadas – o último título data de 2002, quando Ronaldo marcou dois gols na final contra a Alemanha. Desde então, apenas frustrações: campanhas fracassadas, oitavas precoces e uma sensação crescente de que algo está errado no projeto da Seleção.
Neymar, aos 31 anos e em seu auge físico no PSG, chega como a última carta de esperança. Não é um segredo que o Brasil deposita toda sua confiança no atacante para ser o vilão do filme – aquele que faz a diferença nos momentos decisivos, que carrega a equipe às costas quando o jogo aperta.
A crítica do The Guardian, portanto, levanta uma questão importante: será que o Brasil não estaria apostando suas fichas em um mito pessoal, em vez de construir um projeto coletivo sólido? Messi funcionou para a Argentina porque tinha um time estruturado ao seu redor. A pergunta que fica é: Ancelotti conseguiu montar algo semelhante?
Fonte: Bolavip Brasil
