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José Mourinho precisou abandonar os preparativos da partida contra o Betis, pela LaLiga, para lidar com mais uma situação incômoda nos bastidores do Real Madrid. Na coletiva de imprensa anterior ao confronto, o treinador português não deixou passar em branco o episódio envolvendo o zagueiro Raúl Asencio e sua conduta fora dos campos.
O defensor merengue foi abordado em uma blitz de rotina na região de Gran Canaria no dia 16 de agosto, onde o teste do bafômetro apontou um resultado alarmante: 0,90 mg/l de álcool no ar expirado. Para ter dimensão da gravidade, esse índice é aproximadamente quatro vezes superior ao limite permitido na Espanha, estabelecido em 0,25 mg/l.
Na legislação espanhola, qualquer taxa acima de 0,60 mg/l configura um crime contra a segurança viária. Ainda que Asencio não tenha se envolvido em acidentes ou apresentado sinais de condução perigosa, o fato consumado é preocupante. O jogador rapidamente reconheceu os fatos em um julgamento rápido realizado dias depois, em 19 de agosto.
A atitude de Mourinho em cobrança pública revela o incômodo com o acúmulo de problemas extracampo envolvendo o seu elenco. O técnico deixou claro que compreende que erros acontecem, mas a repetição desses comportamentos prejudiciais ultrapassa os limites da compreensão.
O episódio reflete um desafio crescente para os grandes clubes europeus: manter a disciplina e a responsabilidade de seus atletas além dos limites do campo. Em um período onde o Real Madrid busca consolidar sua força em LaLiga, situações assim se tornam distrações desnecessárias e prejudiciais ao ambiente do elenco.
Para Asencio, a cobrança de Mourinho é um aviso de que, no clube merengue, comportamentos fora das quatro linhas também são monitorados e cobrados com rigidez.
Fonte: Trivela
