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O Santos encerrou sua trajetória na Copa do Brasil nesta quarta-feira sem conseguir o milagre que parecia improvável desde a derrota de 3 a 0 no primeiro confronto. O empate sem gols contra o Palmeiras na Vila Belmiro mostrou um Peixe muito diferente daquele que havia sido atropelado no estádio rival, mas ainda assim insuficiente para avançar.
A campanha santista na partida de volta foi de competência. Cuca escalou sua equipe para atacar desde o apito inicial, adiantando as linhas e recuperando bolas no campo ofensivo. Neymar, Barreal e Bontempo se empenharam em dar dinamismo ao jogo, transformando o duelo em uma verdadeira batalha tática no centro do campo.
Contudo, o grande vilão da noite voltou a se repetir: a incapacidade de converter o trabalho ofensivo em oportunidades reais. O Santos chegou com frequência ao perímetro da área palmeirense, mas esbarrou numa defesa bem postada e organizada do Verdão. Na verdade, foram os paulistas da capital que criaram os momentos mais perigosos da partida, deixando claro a qualidade técnica do rival.
O cenário era desafiador desde o início. Precisando de pelo menos três gols, o Peixe não tinha margem para erros, mas também não podia se expor demais defensivamente. Essa linha tênue entre ataque e defesa foi mantida, mas sem sucesso ofensivo concreto.
Além da questão tática, o Santos segue sendo assombrado por um fantasma preocupante: as lesões. O departamento médico do clube tem sido um ponto de atenção constante, comprometendo a montagem ideal do elenco e o desenvolvimento de sua campanha. Essa realidade prejudicou tanto a Copa do Brasil quanto compromete as próximas metas da temporada.
Apesar da eliminação, a performance mostrou que existe um caminho válido pela frente. O time conseguiu competir de igual para igual contra um forte adversário. Agora, resta ao Peixe se reerguer, tratar suas feridas — literais e figuradas — e retomar a campanha pelo Campeonato Brasileiro com renovado propósito.
Fonte: Gazeta Esportiva
