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A situação de Vitor Roque no Palmeiras vai muito além dos números no placar. O centroavante alviverde atravessa um período delicado onde cada oportunidade que recebe se transforma em um verdadeiro teste de confiança. E isso pesa — e muito — na pressão psicológica do jogador.
Na quarta-feira, contra o Santos pela Copa do Brasil, o atacante mais uma vez não conseguiu corresponder às expectativas. Começou no banco e entrou apenas no segundo tempo, momento em que o Palmeiras já havia construído uma vantagem confortável de 3 a 0 no primeiro jogo. O empate sem gols na Vila Belmiro confirmou a classificação para a semifinal, mas deixou em aberto a questão que persegue Roque: quando ele finalmente vai aparecer de forma decisiva?
É importante contextualizar a estratégia de Abel Ferreira. Com vantagem consolidada, o técnico não tinha motivos para arriscar um ataque desesperado. A prioridade era controlar o confronto e administrar o resultado. Porém, essa realidade não ameniza o cenário vivido pelo jogador.
A diferença entre ter um mau desempenho pontual e estar em um período de dúvidas é abissal. Vitor Roque parece viver exatamente essa segunda situação. Não se trata apenas de não marcar gols — muitos atacantes enfrentam sequências sem balançar as redes. O problema é quando a dificuldade em transformar presença em ações concretas se torna um padrão.
O Palmeiras investiu em Roque com esperança de contar com um atacante de impacto. O jogador até agora não conseguiu fazer essa transição do potencial demonstrado para a realidade dos resultados. A pressão tende a aumentar, e quanto mais tempo passar sem gols importantes, mais distante fica a oportunidade de virar essa página.
O clássico contra o Santos foi mais um capítulo dessa luta interna. A sequência no campeonato dirá se Roque consegue encontrar o caminho de volta ou se o abismo entre expectativa e realidade continua se ampliando.
Fonte: Bolavip Brasil
