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O Fluminense viveu momentos de turbulência que culminaram na saída de Luis Zubeldía do comando técnico. Após uma sequência preocupante sem vitórias, a diretoria decidiu fazer a troca, promovendo Marcão para tentar reverter o cenário negativo no clube das Laranjeiras.
Em conversa com a Record, Paulo Henrique Ganso abriu o jogo sobre o período delicado vivido pela equipe. O experiente meia tricolor analisou como as sequências de derrotas impactam não apenas os jogadores, mas toda a estrutura do clube, gerando pressão especialmente sobre a comissão técnica.
“No futebol, você enfrenta momentos onde joga bem e momentos onde não consegue o mesmo rendimento. Mas tem um detalhe fundamental: você precisa vencer, independentemente da performance. E quando isso não acontece por oito, dez jogos seguidos, fica praticamente impossível”, comentou Ganso, com a experiência de quem conhece os bastidores do futebol brasileiro há muitos anos.
O camisa 29 do Fluminense deixou claro um ponto importante: a responsabilidade pela decisão de trocar de treinador não recai sobre os jogadores. Segundo Ganso, é extremamente delicado para um atleta questionar publicamente a continuidade de um técnico, mesmo quando os resultados não aparecem.
“É complicado para o jogador sair dizendo que o técnico não consegue mais render. Essa decisão compete aos dirigentes analisar e decidir o que é melhor para o clube”, explicou o meia, reconhecendo que existem hierarquias e procedimentos dentro de uma instituição de futebol.
A declaração de Ganso revela a realidade muitas vezes invisível dos bastidores: enquanto torcedores e imprensa cobram resultados imediatos, há uma dinâmica complexa entre jogadores, técnico e diretoria que precisa ser respeitada. A saída de Zubeldía representou a escolha da cúpula tricolor em buscar novas soluções para sair da crise.
Fonte: Bolavip Brasil
