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O Liverpool terminou a janela de transferências tendo investido mais de 200 milhões de libras em reforços, criando um ataque de fazer inveja a qualquer rival. Mas a pergunta que não quer calar entre torcedores e analistas é: e a defesa?
Os Reds chegaram ao mercado com cartuchos pesados, trazendo nomes ofensivos que promete tirar sono dos defensores adversários. O elenco ofensivo fica cada vez mais robusto e criativo, prometendo aquele futebol vistoso que a torcida de Anfield ama.
Porém, o que preocupa é justamente o oposto. Apesar do investimento estratosférico, a defesa segue com lacunas visíveis de profundidade. Em um campeonato como a Premier League, onde a consistência defensiva determina grandes campanhas, isso é um alerta vermelho.
O problema não é novo para o Liverpool. Historicamente, o clube já enfrentou dificuldades em manter uma linha defensiva sólida durante toda uma temporada. Com lesões frequentes em seus zagueiros e laterais, fica claro que a equipe técnica desejaria mais opções de qualidade no setor.
A estratégia parece ter sido colocar todos os ovos na cesta do ataque: quanto mais gols marcar, menor será a importância da defesa. É uma filosofia que funcionou em momentos, mas que se mostrou arriscada quando o Liverpool não consegue sustentar tal ritmo ofensivo.
Aos olhos de quem acompanha o futebol europeu, o Liverpool construiu um elenco de altíssimo potencial ofensivo. Mas a falta de profundidade defensiva pode ser o calcanhar de Aquiles na briga por títulos. Uma lesão prolongada em um zagueiro titular ou lateral, e o clube pode se ver em apuros.
A temporada dirá se essa aposta funcionou. Mas, por enquanto, o Liverpool segue aquele time que impressiona quando vence por 3 ou 4 a 2, mas que sofre quando precisa vencer por 1 a 0.
Fonte: BBC Sport Football
