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A janela de transferências do verão europeu virou uma verdadeira dor de cabeça para Ruben Amorim desde sua chegada ao Milan. Com um elenco inchado e sete jogadores considerados dispensáveis, o treinador português estabeleceu uma meta clara: desfazer-se de pelo menos três atletas antes do fechamento do mercado.
O cenário era desafiador. Amorim tinha na mira nomes como Santiago Giménez, Youssouf Fofana e Fikayo Tomori — todos considerados peças não essenciais para o projeto do técnico. A ideia era simples: vender para reduzir a folha de pagamento e abrir espaço para novas contratações mais alinhadas com a filosofia do português.
Na reta final do mercado, o Milan conseguiu avançar em duas das três operações. Giménez foi vendido ao Porto, enquanto Fofana estava praticamente acertado com o Lyon até as horas finais. Ainda assim, o clube rossonero não conseguiu atingir a meta inicial. Tomori permaneceu na Lombardia, aumentando o volume de um elenco que continua problemático do ponto de vista estrutural.
Esse cenário reflete um problema maior no Milan: a dificuldade em se desfazer de atletas bem remunerados, seja por falta de interessados no mercado, seja por valores pedidos acima da realidade. O clube italiano, historicamente acostumado a competir entre os grandes da Europa, tem enfrentado anos de reconstrução, o que complica ainda mais a gestão.
Para Amorim, isso significa começar sua jornada no San Siro com algumas limitações já previstas. O treinador terá de trabalhar com recursos limitados e um elenco que, claramente, não estava 100% alinhado com sua visão tática. É um começo complicado para quem chegou cheio de esperança de revolucionar o time.
O desafio agora é fazer o máximo com o que se tem à disposição. Nem sempre o mercado coopera com os planos mais ambiciosos.
Fonte: Trivela
