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O Cruzeiro enfrenta um dilema tático que pode definir sua campanha na Copa do Brasil. Com a decisão das quartas de final marcada para esta terça-feira (1º) contra o Atlético-MG na Arena MRV, a Raposa chega ao confronto direto com questionamentos sobre seu esquema ofensivo.
Artur Jorge tem apostado em uma formação com três atacantes, estratégia que teoricamente deveria trazer mais volume ofensivo ao time. Contudo, na prática, esse modelo tem se mostrado frágil e desorganizado, especialmente na ala esquerda, onde o Cruzeiro vem sofrendo com falta de efetividade e solidez defensiva.
O grande problema? Esse desenho tático deixa o meio-campo da Raposa completamente exposto. Com apenas dois volantes para proteger a defesa enquanto alimenta três homens de frente, o Cruzeiro fica vulnerável aos contra-ataques adversários e perde em consistência na marcação.
A solução pode estar em uma mudança de perspectiva. Trocar a quantidade de atacantes por um meio-campo mais robusto e equilibrado seria o caminho para um Cruzeiro mais competitivo. A entrada de Zé Lucas na vaga de Wesley, por exemplo, reforçaria a proteção defensiva sem abrir mão completamente da criatividade.
Wesley começou bem sua passagem por Belo Horizonte, mas vem em queda de rendimento nas últimas partidas. Junto com os demais atacantes do elenco, o jogador não consegue justificar sozinho a manutenção dessa formação arriscada. Nenhum deles apresentou consistência para abraçar um esquema tão ofensivo.
Com um meio-campo mais forte, o Cruzeiro teria melhor circulação de bola, mais segurança defensiva e ainda manteria capacidade ofensiva através de transições mais rápidas e eficientes. Esse ajuste poderia ser fundamental não apenas para o duelo contra o Atlético, mas para as ambições da Raposa nos próximos compromissos.
É hora de Artur Jorge priorizar o equilíbrio sobre a quantidade de atacantes.
Fonte: Bolavip Brasil
