Foto: Mateo Franciosi / Pexels
A situação na Ponte Preta saiu do controle. Com os jogadores em greve desde a última quarta-feira (26) por causa de salários atrasados há seis meses, o clube se viu obrigado a improvisar um time com atletas da base para o próximo compromisso na Série B. É a prova de que a crise financeira que assola o Majestoso atingiu níveis críticos.
A paralisação foi comunicada oficialmente à diretoria e à imprensa através de nota do grupo de atletas. Sem data certa para retorno, a greve seguirá indefinidamente até que a instituição quite as dívidas salariais. Seis meses sem receber é desumano, e os jogadores tiveram razão em se mobilizar.
Agora, o desafio cai nas mãos dos garotos das categorias de base. Alguns deles podem nem imaginar que entrariam em campo tão cedo, em uma competição tão importante quanto a Segunda Divisão. É uma oportunidade, sem dúvida, mas também carrega o peso de uma situação que deveria ter sido evitada há muito tempo.
Para a torcida, o sentimento é de tristeza e preocupação. Ver a Ponte Preta, um clube histórico, enfrentando problemas administrativos dessa magnitude dói no coração. O time que conquistou títulos importantes merecia estar em condições muito diferentes de funcionamento.
A direção precisa resolver isso com urgência. Não basta apenas regularizar os pagamentos; é necessário estabelecer um plano financeiro robusto que garanta a sustentabilidade do clube no longo prazo. Atletas profissionais não podem ficar meses sem receber, e jovens talentos não podem ser forçados a assumir responsabilidades dessa magnitude em cenários de caos administrativo.
Resta esperançar que a Ponte Preta encontre uma saída rápida para essa crise. O futebol brasileiro já perdeu muitos clubes tradicionais. Que a Macaca não seja o próximo.
Fonte: Folha Esporte
