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Igor Paixão se tornou um nome imprescindível no elenco do Olympique de Marseille em menos de uma temporada. O atacante brasileiro, que chegou do Feyenoord há poucos meses, já conquistou seu espaço no projeto francês e virou peça fundamental nos planos do técnico Bruno Genésio.
Porém, o sucesso rápido do camisa 17 trouxe uma dor de cabeça para a diretoria do OM: o interesse de grandes clubes europeus. O Sunderland, da Premier League inglesa, fez uma proposta bastante atrativa, girando em torno de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 210 milhões) — exatamente o valor que o Marseille desembolsou para tirá-lo da Holanda.
O grande problema está no timing. Com o mercado de transferências a poucos dias do encerramento, a janela de oportunidades para encontrar um substituto à altura está se fechando rapidamente. Dirigentes franceses reconhecem publicamente o impasse: deixar Paixão partir pode significar perder uma das peças-chave do ataque sem conseguir um reforço equivalente.
A situação coloca o Marseille entre a cruz e a espada. De um lado, há a tentação financeira de uma venda lucrativa que poderia fortalecer outras áreas do elenco. Do outro, a certeza de que o mercado europeu não oferece substitutos de qualidade similar neste momento final de janela.
Bruno Genésio, recém-contratado para reconstruir o projeto marseillês, vê seu trabalho ameaçado pela possível saída de um jogador que já se mostrou decisivo. A adaptação rápida de Paixão ao futebol francês impressionou e gerou esperança entre a torcida de que a temporada poderia ser promissora.
A decisão final deve sair em breve. O Marseille terá que escolher entre manter sua estrela emergente e lutar por objetivos ambiciosos, ou aceitar a proposta inglesa e enfrentar as consequências de uma reconstrução ainda mais complexa no ataque.
Fonte: Trivela
