Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O Grêmio saiu do Beira-Rio com a sensação de oportunidade perdida. O empate sem gols contra o Internacional, na noite de quinta-feira, mantém o clássico gaúcho em aberto antes do jogo de volta, marcado para daqui a sete dias na Arena. Pelo que se viu no primeiro tempo, o Tricolor poderia ter construído uma vantagem importante fora de casa.
Luís Castro acertou na estratégia inicial. A equipe se posicionou bem taticamente nos primeiros 45 minutos, criou oportunidades reais e pressionou o adversário diante de um Beira-Rio lotado. O problema? Depois do intervalo, o rendimento caiu significativamente, e o time nunca mais conseguiu criar o mesmo volume de jogo que havia imposto anteriormente.
Esse é o ponto crítico da atuação gremista: falta repertório para se reinventar quando as coisas não saem como planejado. Na segunda etapa, o Internacional se reorganizou, controlou melhor o jogo, e o Grêmio simplesmente não encontrou alternativas na criatividade para furar a retranca colorada. Foi uma lição cara em um confronto de mata-mata.
Para Luís Castro, este clássico representa muito mais do que apenas uma vaga nas semifinais contra Atlético-MG ou Cruzeiro. Sofre pressão há tempos no cargo, e a Copa do Brasil se tornou um ‘divisor de águas’ em sua passagem pelo Tricolor. Avançar significaria deslanchar a temporada; cair pode ser o último ato de seu trabalho em Porto Alegre.
O Grêmio tem sete dias para corrigir defeitos, recuperar peças e chegar à Arena com um plano mais robusto. A próxima quinta-feira dirá se Castro consegue extrair mais da sua criatividade tática ou se realmente faltam armas no arsenal para competir nos mata-matas mais importantes da temporada.
Fonte: Bolavip Brasil
