Foto: Fabrizio Velez / Pexels
A tensão entre as principais confederações de futebol do mundo chega a níveis críticos. A Uefa, entidade máxima do futebol europeu, anunciou estar preparando uma ação judicial contra Gianni Infantino, presidente da Fifa, em razão de um controverso projeto que buscava privatizar direitos comerciais da Copa do Mundo.
O plano fracassado previa a venda de uma participação significativa dos direitos comerciais do torneio a investidores privados — uma estratégia que teria gerado bilhões para os cofres da entidade máxima do futebol mundial. No entanto, a iniciativa enfrentou resistência feroz de confederações nacionais, particularmente da Europa, que veem tal movimento como prejudicial aos interesses do futebol tradicional.
A decisão de processar criminalmente Infantino representa um ponto de inflexão no relacionamento já desgastado entre Uefa e Fifa. Os europeus argumentam que o presidente teria extrapolado suas competências ao tentar comercializar ativos que não lhe pertencem exclusivamente, uma vez que a Copa do Mundo envolve múltiplas federações e confederações continentais.
Esta não é a primeira vez que Infantino enfrenta críticas severas por suas políticas comerciais. Desde sua eleição em 2016, o suíço tem se dedicado a expandir as receitas da Fifa através de diversos projetos polêmicos, como a criação da Copa do Mundo com 48 seleções e iniciativas de expansão de competições.
O caso levanta questões fundamentais sobre governança no futebol internacional. A comunidade europeia, historicamente influente nas decisões globais do esporte, não está disposta a aceitar mudanças radicais que possam comprometer o modelo tradicional de negócios do futebol de elite.
Com essa denúncia criminal em preparação, o conflito promete evoluir para dimensões ainda maiores, podendo impactar futuras competições e o próprio futuro de Infantino na presidência da Fifa.
Fonte: Folha Esporte
