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O Corinthians enfrenta mais uma crise nos bastidores, mas dessa vez longe dos holofotes. Enquanto o time feminino se prepara para as quartas de final do Brasileirão contra o Cruzeiro, as atletas lidam com uma frustração crescente: a diretoria acumula dois meses de atraso nos pagamentos de direitos de imagem e premiações.
A situação ganha contornos ainda mais irritantes quando se observa o timing dos acontecimentos. Na mesma semana em que o Corinthians regularizou um mês de direitos de imagem com o elenco masculino, as ‘Brabas’ seguem aguardando seus vencimentos. A mensagem que fica é dura: o clube tem prioridades, e o futebol feminino não figura no topo da lista.
As campeãs das últimas seis edições do Campeonato Brasileiro Feminino não escondem o sentimento de descaso. Apesar dos títulos consecutivos, dos acréscimos na torcida e da crescente repercussão, a instituição parece não enxergar o valor econômico e sentimental que essas jogadoras agregam. É um contraste gritante entre o discurso de apoio às mulheres no esporte e a realidade dos pagamentos atrasados.
Justamente quando o time precisa estar focado nas quartas de final – previstas para as semanas de 30 de agosto e 6 de setembro, conforme calendário da CBF – a energia do grupo se divide entre esperança esportiva e incerteza financeira. Ninguém rende 100% em campo quando faltam recursos básicos fora dele.
Este é um momento crítico para a gestão corinthiana repensar suas prioridades. O futebol feminino não é mais um experimento ou um departamento de segunda linha. É negócio, é identidade institucional, é futuro. E as atletas que construíram essa história merecem ser tratadas com a mesma dignidade financeira dispensada ao futebol masculino.
O Brasileirão Feminino espera. Os direitos de imagem e premiações atrasadas também.
Fonte: Bolavip Brasil
