Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Kevin Ellison não tem medo de falar sobre seus sentimentos. Aos 47 anos, o experiente atacante que um dia vestiu a camisa do Leicester City, da Premier League, resolveu quebrar o silêncio sobre um assunto que ainda é tabu no futebol: a saúde mental.
Em entrevista à BBC Sport, Ellison não esconde sua mensagem: “Não tenho vergonha”. Para ele, continuar em atividade no futebol profissional em uma idade avançada exigiu não apenas preparo físico, mas também equilíbrio emocional e psicológico.
O veterano stripper representa uma geração de atletas que começam a confrontar abertamente os desafios mentais enfrentados dentro dos gramados. Historicamente, o futebol masculino cultivou uma cultura de silêncio em torno de temas como depressão, ansiedade e pressão psicológica, deixando jogadores isolados com seus problemas.
A história de Ellison é inspiradora justamente porque rompe com esse padrão prejudicial. Ao falar sobre sua própria jornada e como mantém a saúde mental em dia enquanto compete em um esporte exigente, ele abre portas para que outros atletas façam o mesmo – independentemente de sua idade ou nível de competição.
No futebol brasileiro, essa conversa também ganha espaço. Jogadores renomados têm se posicionado publicamente sobre depressão, ansiedade e transtornos mentais, contribuindo para desmistificar essas questões no ambiente do esporte.
A mensagem de Ellison é clara e necessária: cuidar da mente é tão importante quanto treinar o corpo. Para atletas que continuam buscando novas oportunidades e desafios após os 40 anos, essa abordagem holística da saúde pode ser determinante para manter tanto o desempenho quanto a qualidade de vida fora dos gramados.
Que venham mais histórias como a do ex-jogador do Leicester, abrindo caminho para um futebol mais humano e acolhedor com quem nele trabalha.
Fonte: BBC Sport Football
