Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O Barcelona inicia a nova temporada de La Liga enfrentando um cenário inusitado para um clube de sua magnitude: a falta de um centroavante estabelecido. Com Hansi Flick ainda não tendo substituído Robert Lewandowski e Ferran Torres, o técnico alemão terá que improvisar soluções criativas no ataque.
A saída do experiente Lewandowski, que foi protagonista na campanha blaugrana nos últimos anos, representa um vazio considerável na área. O polonês, com sua técnica refinada e frieza diante do gol, era peça fundamental no esquema ofensivo catalão. Já Ferran Torres, versátil ala que frequentemente recuava para posições mais adiantadas, também deixa sua contribuição de gols em falta.
Hansi Flick, que conquistou o respeito da Europa com suas campanhas no Bayern de Munique, agora enfrenta seu maior teste no Barça: reinventar a ofensiva sem peças-chave. A pergunta que ecoa por toda a Catalunha é simples e perturbadora: é possível competir efetivamente pela La Liga sem um verdadeiro número 9?
A realidade é que o Barcelona pode contar com jovens talentos e alternativos criativos. Nomes como Gavi, Pedri e Raphinha têm potencial para carregar o ataque, mas explorar esses recursos exigirá paciência e ajustes táticos. O técnico terá que implementar uma estratégia mais coletiva, priorizando o jogo de possessão e circulação de bola — justamente a marca registrada do Barça nos seus melhores momentos históricos.
No entanto, não há ilusões: em momentos decisivos, quando a campanha entra em sua reta final, a ausência de um finalizador classe mundial pode se revelar custosa. As competições europeias, particularmente a Champions League, costumam punir equipes que carecem de eficiência ofensiva.
Será necessário que a diretoria ainda atue no mercado ou se Flick conseguirá otimizar o elenco existente. Os próximos meses responderão se o Barcelona consegue atingir seus objetivos sem um atacante de destaque, ou se essa lacuna se transformará em calcanhar de Aquiles na temporada.
Fonte: BBC Sport Football
