Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A situação dentro da Fifa continua turbulenta. Sandor Csanyi, o poderoso vice-presidente do Conselho da entidade e comandante da Federação Húngara de Futebol, surpreendeu ao anunciar publicamente que não mais apoia Gianni Infantino na presidência. A notícia chega em um momento delicado para o dirigente suíço, que já enfrentava críticas generalizadas por suas polêmicas decisões administrativas.
Em carta enviada diretamente ao presidente da Fifa, Csanyi foi claro e direto: perdeu a confiança em Infantino. O húngaro não poupou críticas e apontou que as decisões recentes do mandatário priorizam interesses políticos em detrimento do futebol propriamente dito. Uma acusação grave que ressoa nos bastidores do futebol mundial, especialmente considerando a importância da Copa do Mundo de 2026.
Mas o que realmente despertou a ira de Csanyi foi o plano fracassado de abrir as portas da Fifa para investidores privados. Segundo o dirigente europeu, todo esse processo foi conduzido nos bastidores, sem transparência ou comunicação adequada com os demais membros do Conselho. Essa falta de diálogo institucional evidencia problemas estruturais na forma como Infantino está conduzindo a entidade.
A perda de apoio de um vice-presidente respeitado enfraquece significativamente a posição de Infantino. Csanyi não é um nome qualquer no futebol europeu – sua voz pesa nas decisões da Fifa e sua desaprovação pública representa um sintoma de erosão do poder executivo dentro da confederação.
Este episódio revela uma crise institucional que vai além de simples desavenças administrativas. Quando dirigentes de peso começam a se afastar publicamente, sinalizando falta de confiança, fica claro que os problemas de gestão não são superficiais. A comunidade futebolística mundial observa atentamente como Infantino reagirá a esse golpe desferido por um de seus pares.
A expectativa agora é saber se outros membros do Conselho seguirão o mesmo caminho.
Fonte: Gazeta Esportiva
