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Uma situação lamentável marcou a participação do Guarani de Campinas nos 68° Jogos Regionais. A equipe sub-20 do clube campineiro foi eliminada da competição após denunciar ofensas racistas e homofóbicas proferidas pela torcida do time de Itatiba durante a partida disputada no município do interior paulista.
O episódio reforça uma realidade preocupante que persiste no futebol brasileiro: a intolerância e o desrespeito nos estádios. Em um momento em que diversas instituições do esporte tentam implementar políticas de combate ao preconceito, casos como este demonstram que o caminho ainda é longo e repleto de desafios.
A atitude corajosa do Guarani em denunciar os insultos é fundamental para que a competição e as autoridades competentes tomem providências adequadas. Contudo, o desfecho — a eliminação do clube que sofreu o abuso — levanta questões importantes sobre como as federações de desportos lidam com situações de discriminação.
É fundamental que punições recaiam sobre aqueles que cometem os ataques, não sobre as vítimas. A mensagem que fica, quando a equipe prejudicada é eliminada, é confusa e potencialmente desestimuladora para futuras denúncias. Jogadores jovens precisam saber que podem se sentir protegidos e seguros ao competir.
Os 68° Jogos Regionais, que objetivam fortalecer o futebol no interior de São Paulo e revelar novos talentos, não devem ser manchados por comportamentos que violam direitos humanos básicos. Clubes, federações e torcedores precisam trabalhar juntos para criar um ambiente de respeito e inclusão.
A competição perde qualidade quando dá espaço para intolerância. O futebol tem o poder de unir, não de dividir. Que casos como o do Guarani sirvam como alerta para que medidas mais rigorosas e protetivas sejam adotadas em todas as competições estaduais e regionais.
Fonte: Folha Esporte
