Foto: Omar Ramadan / Pexels
A despedida de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa após a Copa do Mundo no Catar marca o fim de uma era — e abre um buraco considerável nos cofres da Federação Portuguesa de Futebol. Aos 41 anos, o craque anunciou sua aposentadoria da Seleção Lusa após a eliminação para a Espanha nas oitavas de final, encerrando uma jornada extraordinária de seis Copas do Mundo e duas décadas de domínio midiático.
O alerta vem de quem entende do assunto. Daniel Sá, diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), apontou em entrevista ao jornal “A Bola” uma realidade preocupante: a receita da federação portuguesa está intimamente ligada à presença do atacante. Com sua aposentadoria, a visibilidade e, consequentemente, os lucros financeiros devem sofrer uma queda abrupta.
A situação é delicada. Cristiano Ronaldo não era apenas um jogador — era uma máquina de gerar receita. Patrocínios, direitos de transmissão, merchandising, eventos: tudo orbitava em torno da figura do camisa 7. Seus números astronômicos nas redes sociais, sua história de vida e seu legado transformaram cada partida da seleção em um espetáculo midiático global.
Enquanto Jorge Jesus assume a responsabilidade de construir um novo projeto dentro de campo, a FPF terá um desafio monumental nos bastidores. Como substituir a relevância comercial de um dos maiores ícones do futebol mundial? Como manter os patrocinadores interessados? Como justificar os preços dos ingressos sem o magnetismo de Cristiano?
O contrato do craque com o Al-Nassr (Arábia Saudita) vai até junho de 2027, mas sua continuidade além dessa data permanece incerta. Enquanto isso, a federação portuguesa tem pela frente uma missão clara: construir uma nova identidade financeira e encontrar novas fontes de receita independentes do legado de seu maior ídolo.
Portugal chegou à final da Eurocopa em 2016 e em 2012 mostrou que tem talento para competir no mais alto nível. Agora precisa provar que consegue fazer isso também sem depender de um único homem.
Fonte: Trivela
