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A próxima Copa do Mundo promete ser histórica e bem diferente do que estamos acostumados. Após o sucesso da edição de 2026 — que consolidou o formato com 48 seleções distribuídas em três países — a FIFA já divulgou os detalhes do Mundial de 2030, e a notícia pode surpreender muita gente: a Europa será praticamente a anfitriã única da competição.
Enquanto isso, a América do Sul terá apenas 3 jogos no torneio. Sim, apenas três! Para colocar em perspectiva, isso significa que o continente que abrigou lendárias Copas — como a de 1950 no Brasil e a de 1978 na Argentina — será reduzido a um papel praticamente coadjuvante na próxima edição.
Os números falam por si: de acordo com as informações oficiais, 101 dos 104 jogos previstos acontecerão na Europa. Trata-se de uma mudança radical na filosofia dos torneios, que tradicionalmente buscava distribuir a experiência do futebol mundial entre diferentes continentes.
A decisão reflete as prioridades financeiras e infraestruturais da FIFA, que enxerga no mercado europeu — com seus estádios modernos, torcidas apaixonadas e grande poder de consumo — o melhor cenário para maximizar receitas. A Europa, consolidada como potência futebolística, oferece a infraestrutura necessária para receber um torneio de tamanha envergadura.
Para os torcedores sul-americanos, a notícia é desanimadora. A chance de ver seus times em ação em casa será limitadíssima, e os custos para acompanhar as seleções em solo europeu tendem a ser proibitivos para a maioria do público.
Apesar do formato inovador de 2026 ter funcionado bem, a Copa de 2030 marca um ponto de inflexão: o retorno a uma lógica de concentração geográfica que privilegia o continente europeu. Resta aos apaixonados pelo futebol mundial acompanhar de longe essa próxima edição do maior espetáculo do planeta.
Fonte: Folha Esporte
