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Depois que a Seleção Brasileira levou uma surra da Noruega, não faltou crítica. Comentaristas e ídolos do futebol apontaram os dedos para diversos culpados, e entre eles surgiu um vilão curioso: os chamados “jogadores de TikTok”.
A acusação é polêmica. Segundo essa linha de raciocínio, atletas que mantêm presença ativa nas redes sociais estariam dividindo energia e atenção, prejudicando seu desempenho em campo. Uma tese que virou meme, mas que ganhou força na boca de gente que sabe de futebol.
Só que a realidade é diferente. Bem diferente.
Lamine Yamal, o jovem fenômeno que ajudou a levar a Espanha à final da Copa do Mundo, é a prova viva de que essa história de “jogador de TikTok” não cola. O atacante barcelonista é jovem, ativo nas redes, conectado com a cultura digital — exatamente o tipo que os críticos apontariam como culpado — e mesmo assim entregou performances memoráveis quando mais importava.
Na competição, Yamal mostrou técnica refinada, criatividade ofensiva e maturidade tática impressionante para sua idade. Não é qualquer um que consegue brilhar em um Mundial com o mundo inteiro olhando. Ele fez exatamente isso.
O caso do espanhol derruba um mito cômodo. É fácil culpar a geração de redes sociais, os smartphones, a falta de humildade dos jovens. Mas o futebol moderno exige adaptação, e muitos desses atletas que vivem conectados também vivem focados no que realmente importa: o desempenho dentro das quatro linhas.
A questão não é se o jogador tem TikTok ou Instagram. É se ele treina com seriedade, se estuda o jogo, se se dedica. Yamal faz tudo isso — e ainda assim tem tempo para suas redes.
Talvez o Brasil devesse focar menos em apontar culpados nas redes sociais e mais em corrigir problemas táticos e técnicos reais. Porque enquanto criticamos quem tira foto, outros estão ganhando Copas do Mundo.
Fonte: Folha Esporte
