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A 13 mil quilômetros de Buenos Aires, Bangladesh respira futebol argentino como poucos países no mundo. Nas ruas de Daca, casarões e prédios exibem com orgulho as cores branca e azul, enquanto murais gigantes de Lionel Messi decoram as principais avenidas. Uma nação inteira, com 170 milhões de habitantes que nunca chegou a uma Copa do Mundo, abraçou a seleção argentina como se fosse sua própria.
O fenômeno é real e pulsante. Durante a campanha do Mundial, a emoção tomou conta das ruas bengalis. O mecânico Nurul Islam, entrevistado pela AFP, relata a tensão vivida durante o jogo contra o Egito, quando os africanos abriram 2 a 0 nas oitavas: “Fiquei muito tenso, suando, quase gritando”, confessa. Mas agora, com Messi e companhia avançando de forma impressionante, ele exibe confiança absoluta na vitória final.
Essa identificação não é coincidência. Desde a era de Diego Maradona, quando a Argentina dominou o futebol mundial, Bangladesh encontrou na seleção albiceleste um espelho de excelência e resistência. A continuidade com Messi apenas aprofundou essa ligação sentimental que atravessa gerações.
Vale destacar que nem todo Bangladesh é azul e branco. Uma parcela significativa do país também torce apaixonadamente pelo Brasil, dividindo corações entre dois gigantes do futebol sul-americano. Mas os números não mentem: a Argentina é a predileta absoluta nos becos e mercados de Daca.
O que explica essa paixão desenfreada? Talvez seja a força do futebol como linguagem universal, capaz de conectar uma nação asiática pobre ao glamour do futebol europeu e sul-americano. Ou quem sabe seja simplesmente o magnetismo de um Messi que transcende fronteiras e idiomas.
Uma coisa é certa: quando Argentina e Espanha entrarem em campo, Bangladesh estará de pé, rezando em bangla pelo triunfo dos hermanos. Futebol é assim—une o mundo inteiro sob um mesmo sentimento.
Fonte: Gazeta Esportiva
