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A Copa do Mundo 2026 ficará marcada na história do futebol não apenas pelos números impressionantes — 48 seleções, 104 partidas e três países-sedes — mas por um acontecimento que poucos esperavam: o fim da hegemonia da Globo sobre as transmissões de Copas do Mundo no Brasil.
Pela primeira vez desde 1970, quando a emissora começou a cobrir ao vivo os Mundiais ao lado de um pool com TV Tupi, Record e Bandeirantes, a Globo não detém o controle exclusivo sobre quais jogos chegam aos telespectadores brasileiros. É um marco que simboliza a transformação do cenário audiovisual do país.
Durante mais de cinco décadas, a Globo foi sinônimo de Copa do Mundo no Brasil. A emissora construiu uma tradição de coberturas memoráveis, com narrações icônicas e edições especiais que fizeram parte da rotina de milhões de brasileiros. Mas o avanço das plataformas de streaming e a fragmentação dos direitos de transmissão mudaram radicalmente este jogo.
Este novo modelo traz consequências profundas para a mídia esportiva brasileira. A competição por audiência se intensifica, obrigando diferentes emissoras e plataformas a investir mais na qualidade do conteúdo. Os torcedores, por sua vez, ganham mais opções, mas também enfrentam maior complexidade para acompanhar seus times.
A Copa 2026 também será lembrada pelos grandes nomes que a marcaram — Messi e Mbappé deixaram suas pegadas — e pela memorável final entre Espanha e Argentina. Mas enquanto os fãs de futebol celebram os momentos inesquecíveis em campo, nos bastidores da mídia, uma era definitivamente se encerra.
A Globo, claro, continua sendo um player importante, mas deixa de ser a única voz autorizada. Este é o fim de um monopólio e o começo de uma nova era na cobertura futebolística brasileira.
Fonte: Trivela
