Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Enquanto torcedores em todo o mundo clamam pelo fim do VAR — especialmente durante períodos de Copa do Mundo — a Suécia já transformou esse sonho em realidade. E o resultado? Ninguém sente falta.
A liga sueca é um caso único entre os 30 maiores campeonatos europeus: abdicou completamente do sistema de assistência por vídeo em todas as suas divisões. Uma decisão que poderia parecer arriscada, mas que está funcionando melhor do que muitos imaginavam.
Essa escolha sueca coloca em xeque um dos grandes argumentos dos defensores da tecnologia: a ideia de que o futebol moderno não consegue viver sem ela. Afinal, se a Suécia consegue manter um futebol competitivo e bem estruturado sem recorrer ao VAR, por que as principais ligas do mundo insistem em um sistema que gera tanta polêmica?
O VAR nasceu com a promessa de acabar com as injustiças flagrantes, mas rapidamente se tornou sinônimo de controvérsia. Gols anulados por milímetros, pênaltis questionáveis e interrupções frequentes que prejudicam o ritmo do jogo viraram a norma. A frustração com a tecnologia só cresceu, gerando debates acalorados em redes sociais após cada rodada.
A experiência sueca oferece uma perspectiva refrescante: talvez o futebol ganhe mais em fluidez e emoção do que perde em justiça ao simplesmente deixar o árbitro decidir em campo. A velha escola da arbitragem, com toda sua imperfeição, tem um charme que o futebol moderno parece estar esquecendo.
Claro, nem tudo são flores. Haverá erros arbitrais, decisões questionáveis e momentos de injustiça. Mas a questão que fica é: seria isso pior do que o caos interpretativo que o VAR muitas vezes gera?
A Suécia deu um exemplo corajoso. Agora cabe aos outros campeonatos decidir se querem seguir o mesmo caminho ou se preferem continuar presos a um sistema que divide opiniões e prejudica a experiência do torcedor.
Fonte: Folha Esporte
