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O Celtic está tendo dificuldades para acompanhar o ritmo do mercado de transferências europeu. A constatação vem de Michael Nicholson, executivo-chefe do clube escocês, que revelou os bastidores das limitações financeiras que cercam a instituição de Glasgow.
Segundo Nicholson, a falta de movimentações significativas do Celtic durante a janela de verão não é fruto da desorganização administrativa, mas sim resultado de uma realidade econômica desafiadora. O clube simplesmente não consegue competir no mesmo patamar que os rivais ingleses da Championship, a segunda divisão da Inglaterra, que possuem orçamentos substancialmente maiores.
Essa revelação expõe um problema estrutural que afeta não apenas o Celtic, mas diversos clubes europeus que disputam as principais ligas do continente. Enquanto times ingleses, mesmo na segunda divisão, investem fortunas em reforços, clubes tradicionais de outros países enfrentam limitações severas para manter competitividade.
O executivo também apontou a complexidade nas negociações com os agentes de jogadores como outro fator crítico. As demandas dos intermediários tornaram o mercado ainda mais inacessível para os Bhoys, que precisam fazer escolhas cirúrgicas em suas investidas pelo mercado.
Para uma instituição com o histórico e a relevância do Celtic — bicampeão europeu nos anos 1960 — essa situação é frustrante. O clube continua sendo dominante na Escócia, mas a lacuna financeira em relação aos gigantes ingleses o coloca em desvantagem clara nas competições continentais.
A declaração de Nicholson serve como alerta para a comunidade do futebol europeu: sem reformas nas regulamentações financeiras do futebol, muitos clubes tradicionais continuarão fadados a apenas lutar pela sobrevivência em competições internacionais, em vez de realmente competir por títulos.
Fonte: BBC Sport Football
